Liebste.

18:17

E se eu voltar para aquela primeira carta?
Foram tantas depois dela, você ainda guarda todas? E as outras as outras coisas, a foto e o chaveiro?
Eu, como você bem deve saber, guardo tudo. Menos algumas cartas que te dei, das quais me arrependo de não ter uma cópia. Me perdoe se tiver alguma bobagem em algumas delas.
Também espero que você guarde essas, pois são tão de coração como as outras. Mesmo que eu não as entregue pra você com minha letra deformada em um papel com um adesivo do Pequeno Príncipe, os textos desse blog são tão seus quanto meus.
Se eu pudesse, te falaria essas coisas pessoalmente mais vezes. Esqueceria do seu nome e te chamaria de Liebe sempre, porque vai ser como eu vou me lembrar de você. Meine liebe.
Até hoje, eu nunca me adaptei aos dias 03 de dezembro. Porque esse dia é nosso. Mas não meu ou seu, nosso. Nem tirei aquele velho cordão, por mais que minha mãe se esforce para que eu o aposente, pois eu o coloquei no dia que ganhei e fiz dele meu amuletinho da sorte, um pedacinho de você, para que sempre que você estiver escorregando eu conseguir te segurar.
De vez em quando, de vez em sempre, eu queria você aqui pertinho. Queria ficar abraçada num dia inteiro, sem fazer mais nada. Queria poder aproveitar você. Queria poder dizer o que eu sinto sem não parecer boba. Queria que você entrasse nas minhas brincadeiras como antigamente. Eu queria.
Mas, liebe, eu já não acredito em felizes para sempre. Eu estou fazendo o melhor para aproveitar o tempo que tenho com você, o tempo que tenho pra te mostrar o quão você é sim o meine liebe.
Naquela primeira carta, eu escrevi uma coisa e vou escrever de novo a nesta. Mas é só um detalhe.
Ich liebe dich.

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